Teresa Lamelas Teixeira
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Todos nos queixamos da nossa vidinha, da crise, do ordenado que é curto, do subsídio de desemprego que está a chegar ao fim, do preço do gasóleo e da gasolina... Mas a verdade é que não hesitamos tempo nenhum em desembolsar umas moedas para um maço de tabaco, umas chiclets daquelas que põem o hálito a cheirar a mentol a 10 metros de distância... Estendemos o bracinho como quem vai a jeito de cumprimentar alguém, com a particularidade de levarmos um cartãozinho na mão, e toca a comprar tudo a crédito, porque no fundo no fundo todos precisamos de mais um casaco, de mais um par de calças, de mais umas botas em castanho... e outras em preto, mas "fica para a próxima que já gastamos muito". Mas depois, toda a gente precisa de se divertir, e então, todas as semanas vamos ver uma estreia ao cinema, um jantar de amigos, aquele livro que não podemos deixar de ler... Mas depois pensamos, e tal e coisa, e o Natal está aí à porta, e se calhar deviamos fazer um voluntariado soft, tipo, Banco Alimentar ou coisa assim. Andamos de barriga cheia e falamos de contentes, essa é que é a verdade. Fazer voluntariado não é estar in, não é bonitinho, e honestamente, é cá uma chatice pensar em pessoas com cancro e crianças com fome. Ah, e para dar um toque especial a este post, acabo por dizer que hoje li uma notícia sobre a Ajuda de Berço estar em falência.
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Concordo plenamente com a penúltima frase do texto, é chato pensar em coisas como essas, mas quando ajudamos alguém a recompensa é sempre gratificante, nem que seja somente a nível pessoal (:
ResponderEliminarfantástico Teresa, como sempre ;)
Raquel*